Tron: Ares conseguiu surpreender positivamente, talvez por expectativas pra lá de baixas, mas é o melhor da franquia até o momento – o que não quer dizer muita coisa.
A trama é contida em seus puxões de nostalgia, trazendo um elenco totalmente novo e apenas um cameo semi-gratuito – e divulgado já no dia de estreia, já que nada mais é sagrado neste mundo. Conhecemos a história da protagonista Eve Kim (Greta Lee), antagonista Julian Dillinger (Evan Peters), ambos na busca pelo código de permanência, macguffin que permitirá que o digital se torne real, e de Ares (Jared Leto), soldado virtual que descobre seu gosto pelo nosso mundo.
A história de Tron: Ares é simples e derivativa, mas dentre os três filmes da franquia, essa tem a premissa e desenvolvimento mais interessantes, pois ao invés de termos pessoas indo para o mundo digital, trazemos a tecnologia para o mundo real, levando Tron para caminhos ainda não trilhados.
O espetáculo visual e sonoro já eram de se esperar após Tron: O Legado, mas o filme consegue atingir essas expectativas altas e trazer o que o filme anterior não tinha: uma história minimamente interessante.
Apesar da melhora, tudo indica que a franquia acabará com este filme, a recepção está morna, a bilheteria baixa, e o protagonista escolhido banhado em controvérsias.
Quem não foi convencido pelos filmes anteriores da franquia será dificilmente convencido por Tron: Ares, mas aqueles que encontram felicidade nos visuais e na maluquice do sci-fi proposto com certeza sairão animados do cinema, mesmo que pela última vez.

