A Forma da Água é, de certa forma, A Bela e a Fera para adultos. Parte romance, parte sci-fi, é um filme que te encanta na sua estranheza mas também no amor sincero que retrata.
Da cabeça do gênio maluco Guillermo del Toro, neste filme acompanhamos a história de Elisa (interpretada pela fenomenal Sally Hawkings), faxineira de um laboratório experimental, que se encontra na presença de uma criatura inusitada trazida para o laboratório.
Muda desde nascença, Elisa se encanta com a habilidade da criatura de entendê-la tão rapidamente, e dali vemos um relacionamento curioso nascer. Mas é claro que nada pode ser tão fácil, e o comandante do laboratório (vivido por Michael Shannon, que amamos odiar) tem planos nefários do que fazer com o amado de Elisa.
Para completar essa narrativa de amor contra todas as adversidades temos os dois amigos e confidentes de Elisa, Zelda (Octavia Spencer) e Giles (Richard Jenkis), também representando minorias sofredoras na década de 60 do filme. Com eles, temos um roteiro mais rico e um produto final mais emotivo, pois a âncora emocional do filme está dividida entre todos esses personagens.
Não foi a toa que esse filme ganhou Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor e recebeu indicações em atuação, figurino, edição, trilha sonora e tudo mais. O filme é um espetáculo visual, sonoro e emocional. É um conto de fadas, com um toque de monsterfucking.

